Com oito mortes por H1N1, secretário de Saúde descarta epidemia em Goiás
11/04/2018 - 13h04 em Goiás

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou, nesta terça-feira (10), que pelo menos 63 casos de infecção pelo vírus foram confirmados no estado, além de oito óbitos provocados pelo H1N1. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, a vacinação contra o vírus iniciará ainda essa semana e ações estão sendo desenvolvidas pela SES para o enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causada pelo vírus H1N1.

“Estamos qualificando profissionais de saúde sobre a aplicação correta do protocolo de tratamento e disponibilizando leitos de enfermaria e de UTI para os casos mais graves. Nós temos o medicamento específico para o H1N1, que está distribuído em todo o estado e temos doses suficientes. Além disso, o nosso laboratório está preparado para fazer um diagnóstico rapidamente do material coletado dos pacientes suspeitos”, afirmou.

O secretário explicou ainda que não há epidemia em Goiás, e sim uma situação de alerta. Segundo ele, há menos casos de H1N1 este ano do que em 2016 e muito menos óbitos. “Nessa mesma época, em 2016, nós tínhamos 34 óbitos, esse ano nós temos seis”, afirmou.

Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO). (Foto: Juliana França/Mais Goiás)

Vacinação

Com relação a antecipação da vacinação, Leonardo afirmou que até amanhã Goiás receberá 650 mil doses. A previsão é de que todos os municípios goianos estejam com as dosagens para que na sexta-feira (13) se inicie a imunização.

O principal motivo dessa antecipação é evitar uma epidemia no Estado. “É uma situação que não acontece no restante do país, por isso Goiás será o único estado do Brasil que começará a distribuição no dia 13, o outros só começarão no dia 23”, disse o secretário.

Até dia 16 de abril Goiás receberá mais 300 mil doses. “Provavelmente nós seremos o primeiro estado a concluir a vacinação dos grupos de risco”, salientou. Só para Goiânia serão 191 mil doses, o que corresponde a metade das doses que a capital vai receber durante toda a campanha de vacinação.

 

Leonardo explicou ainda que as vacinas vem especificamente para os grupos de risco. “As pessoas que não estão nesse grupos devem recorrer as redes privadas”, afirmou.

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